O mel e o fel

09 Julho 2015 14:29:55

Assim diz o sábio ensinamento: “pegam-se mais insetos com uma gota de mel do que com um barril de fel”. Isso tem grande aplicação na vida do ser humano, à medida que aprendemos a ser mais tolerantes frente às fraquezas dos nossos semelhantes.
São muitas as ocasiões que nos propiciam sermos uma gota de mel, em vez de respondermos com um barril de fel. Toda resposta áspera acende a centelha da discórdia e poderá conduzir a resultados desastrosos. Inversamente, se pensarmos duas vezes antes de “cuspir fogo”, é certo que acabaremos por perceber que o que o outro disse não é tão grave assim e merece nossa consideração, ou, uma nova chance.

Esse modo de agir exige grande concentração mental e rigoroso controle emocional. Um exemplo: digamos que, ao estarmos em meio a um trânsito conturbado, alguém comete involuntário deslize. A primeira reação é irar-se, proferindo palavras de insulto. Mas, se tivéssemos tido um pouco de sangue frio, talvez fizéssemos de conta que nada vimos e até esboçaríamos um gesto de compreensão.
Isso deixaria maravilhada a pessoa que cometeu o erro e nos agradeceria com grande admiração. É a isso que, mais uma vez, poderíamos chamar de “pingo de mel”. Contrariamente, a aspereza produz reação em igual ou maior intensidade, culminando, às vezes, em consequências imprevisíveis.

Em quantas ocasiões, depois de acalmar-nos diante de um procedimento menos correto de uma pessoa, nosso intelecto, assim nos fala: viu? Se tivesses mantido a calma, o pior não teria acontecido! Quem já não levou um puxão de orelhas de sua consciência por ter agido apressadamente? É difícil que alguém possa afirmar: “eu, nunca”!

Por falar em mel, espelhemo-nos nas abelhas. Elas trabalham harmoniosa e incansavelmente. Pode até ocorrer que uma esbarre contra a outra, mas isso não as tira do sério e suas idas e vindas em busca de néctar prosseguem como se nada houvesse ocorrido. E olhem que elas não têm o uso da razão, característica exclusiva do ser humano.

Quem sabe estejamos esquecendo de utilizar as palavras “desculpe, com  licença, por favor, obrigado”. Estes vocábulos têm um poder fenomenal e são causa de admiração e respeito a favor dos que os pronunciam sempre que forem necessários. O mel e o fel: entre os dois, prefiramos o primeiro!

Natal Marchi - Servidor público em Rio do Sul

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