Povo protesta contra pacote de maldades

17 Novembro 2016 20:50:26

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A reunião desta sexta-feira ocorre no auditório do Sindicato dos Metalúrgicos, às 10 horas, no Bairro Santana, em Rio do Sul, para avaliar as ações realizadas no dia 11 de novembro e para organizar outras manifestações nos próximos dias.

Na sexta-feira 11, organizações que compõem o Fórum Regional de Entidades do Campo e da Cidade do Alto Vale do Itajaí, Oca Cultural e estudantes secundaristas realizaram em Rio do Sul ato público, seminário e caminhada contra o pacote de maldades do governo Temer, que tramita no Congresso Nacional.

De acordo com uma das organizadoras das atividades, a presidenta do SINSPURS, Marilene Back Espindola, o ajuste das contas públicas, da forma como está sendo proposta, penaliza os mais pobres e a classe trabalhadora, a exemplo dos servidores públicos, agricultores familiares e o conjunto dos trabalhadores urbanos. “Existem alternativas a começar por cortes nos privilégios no Judiciário e no Legislativo. Tirar direitos do povo e congelar investimentos essenciais à população não é o melhor caminho e isso nós não aceitamos. Nossa luta é para impedir atrocidades e conscientizar a população para que venha pra luta conosco”, disse Marilene.

A PEC 55 estabelece que investimentos primários, como em Saúde e Educação, ficarão congelados por 20 anos. Além de protestar contra essa PEC, a manifestação também questionou as reformas do Ensino Médio, da Previdência e da CLT, a Consolidação das Leis Trabalhistas.

Como explicou o palestrante do Primeiro Seminário em Defesa da Classe Trabalhadora, o economista do Dieese, José Álvaro Cardoso, a reforma trabalhista põe em risco conquistas históricas como o 13º salário, jornada de 8 horas diárias, férias de 30 dias por ano e o bônus de um terço de férias. “Estão querendo nos dizer: ‘vocês são pobres e vão morrer pobres’. A elite não quer mobilidade social”, afirmou José Álvaro.

Ainda no Seminário o advogado Matusalém dos Santos falou da reforma da Previdência, iniciando pela história e a importância da seguridade social. “aposentadoria somente aos 65 anos vai causar mais desemprego, tirar a oportunidade de trabalho dos jovens e, consequentemente, vai atingir toda a economia local. Os trabalhadores serão os mais afetados em sua qualidade de vida, mas o comércio, serviços, indústria e vários segmentos da sociedade vão ser prejudicados”, explicou Matusalém.

O professor Cassiano Marafon destacou que rebaixar disciplinas como sociologia, filosofia, artes e educação física no Ensino Médio tem como objetivo único formar trabalhadores técnicos, robotizados, que trabalhem sem questionar e sem participar da vida política e social da comunidade. “Essa reforma é um retrocesso do ponto de vista humano e revela o que a elite pensa do povo. As pessoas precisam desenvolver o pensamento para serem cidadãs conscientes, participativas e que possam buscar o bem de todos. Caso contrário fortalece o individualismo, a ignorância, o preconceito, o senso comum. Querem um exército de mão de obra barata com essa reforma imposta por medida provisória”, denuncia Marafon.

Servidores municipais participam das manifestações

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rio do Sul e Região (SINSPURS) havia decidido em assembleia que os servidores se manifestariam também no local de trabalho. “Em vários setores os servidores se manifestaram com cartazes, camisetas e fitas. Também um número expressivo de servidores participou do Primeiro Seminário Regional em Defesa da Classe Trabalhadora, das atividades na Praça Ermembergo Pellizzetti e da passeata. Vimos como é importante somar forças entre as entidades para unificar a luta! Aproveito para agradecer a todos que participaram, todas as entidades que ajudaram na organização, os estudantes do Henrique Fontes e do Instituto Federal. Também aproveito para agradecer os Bombeiros, a Polícia Militar e a Guarda Municipal, que nos auxiliaram na caminhada da Rua XV ao Centro”, pontuou Marilene, que fez agradecimento especial aos servidores municipais, a quem ela representa.

Problemas enfrentados pelos municípios

Cortes em áreas sociais afetam o desenvolvimento dos municípios brasileiros. Um exemplo foi denunciado pelo prefeito de Agrolândia, José Constate. Segundo o prefeito, mais de R$ 600 mil de emendas parlamentares não foram liberados ao município. Obras importantes como a pavimentação de ruas, a construção de moradias sociais e a aquisição de três veículos para a agricultura não puderam ser feitas por esse motivo, mesmo com as licitações concluídas.

Além do Governo Federal ter segurado a libração de recursos financeiros, outro problema comum aos municípios catarinenses é o atraso estadual no repasse de dinheiro ao transporte escolar. Os municípios estão sendo obrigados a bancar o transporte dos estudantes com recursos próprios porque o governo do Estado pagou até agora somente quatro parcelas das nove, conforme determina os convênios do Estado com os municípios.

“Uma bola de neve! O dinheiro de moradias sociais e de pavimentações, por exemplo, movimentam nossas economias. Lojas de material de construção, trabalhadores, empresas de pequeno porte que fazem importantes obras e empregam muita gente. Acaba gerando efeito dominó, porque um setor parado vai parando o outro e a tendência é de mais desemprego, falências e perda da qualidade de vida de todos”, argumentou o prefeito José Constante.

Constante também é crítico em relação ao pacote de maldades do governo federal, que vem para agravar ainda mais a situação, com medidas de austeridade que não ajudam em nada a girar a roda da economia e destroem direitos constitucionais que atendem quem mais precisa.

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