Governo do Estado cria Sala de Situação para combate ao mosquito Aedes aegypti em SCCombate à dengu

17 Dezembro 2015 16:18:12

O Governo do Estado implantou nesta quarta-feira,16, a Sala de Situação para 
gerenciamento e controle das ações de intensificação do combate ao 
mosquito Aedes aegypti em Santa Catarina, com a presença do secretário de 
Estado da Saúde, João Paulo Kleinübing,e do secretário de Estado da Defesa 
Civil, Milton Hobus, entre outras autoridades.

Trata-se de um sistema de comando de operações formado por equipes de 
diferentes áreas com funções específicas para o planejamento de metas e 
estratégias para o combate do mosquito, que além da dengue, transmite as 
doenças febre chikungunya e a febre do zika vírus, que causa a microcefalia 
em recém-nascidos. Além da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa 
Catarina (Dive/SC) e da Defesa Civil, representantes das Secretarias da 
Educação e a da Assistência Social, do Corpo de Bombeiros e do Ministério da 
Defesa integram o grupo de trabalho.

“Nosso objetivo é a integração total de todos os órgãos de governo para 
enfrentamento deste que é um dos maiores desafios da saúde pública do Brasil 
dos últimos 50 anos. Discutiremos nosso Plano de Contingência e estamos nos 
mobilizando para evitar a circulação do vírus em Santa Catarina”, afirmou o 
secretário de Saúde.

O secretário da Defesa Civil reforçou a disposição das equipes em contribuir 
com as ações. “Com a expertise que temos em relação a diversas situações 
difíceis já vividas pelo Estado e a nossa capilaridade, estando presente em 
praticamente 100% dos municípios catarinenses, aguardamos apenas as 
diretrizes para que possamos ir a campo”, enfatizou Hobus.

O início das atividades foi marcado pela realização de uma videoconferência 
com a Sala Nacional de Coordenação Interagências, instalada no Centro 
Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres do Ministério da Integração 
Nacional, em Brasília, cujo objetivo é a execução das ações do Plano 
Nacional de Enfrentamento à Microcefalia.

“Parabenizamos Santa Catarina pela iniciativa e por ser o primeiro Estado a 
estabelecer comunicação com a Sala Nacional por videoconferência. Estamos 
finalizando as diretrizes nacionais que serão repassadas às salas estaduais 
para criarmos um sistema de intensificação da campanha de combate ao 
mosquito”, afirmou o general Adriano Pereira Júnior, secretário nacional de 
Defesa Civil, via videoconferência. Segundo ele, a Sala de Situação facilita 
o gerenciamento e o controle das ações realizadas nos municípios e a 
comunicação com o governo federal para que possa, mais rapidamente, atender 
às necessidades dos Estados no que precisarem.
A Sala de Situação
A Sala de Situação funciona na sede da Dive/SC, no Centro de Florianópolis, 
e a coordenação dos trabalhos está sob a responsabilidade de Suzana Zeccer, 
gerente de Zoonoses da Dive/SC. “Embora Santa Catarina esteja em uma 
situação um pouco mais tranquila que outros estados brasileiros, registramos 
a presença cada vez maior do mosquito”, disse ela.

A prioridade das ações estará nos 28 municípios considerados infestados pelo 
mosquito: Anchieta, Balneário Camboriú, Chapecó, Cordilheira Alta, Coronel 
Freitas, Coronel Martins, Cunha Porã, Florianópolis, Guaraciaba, Guarujá do 
Sul, Guatambu, Itajaí, Itapema, Joinville, Nova Itaberaba, Novo Horizonte, 
Palmitos, Passo de Torres, Pinhalzinho, Planalto Alegre, Princesa, São 
Bernardino, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Serra Alta, União do 
Oeste, Xanxerê e Xaxim.

Dentre as diretrizes já estabelecidas está a inspeção de todos os domicílios 
e imóveis das áreas infestadas dos municípios, para orientação da população 
quanto às medidas de prevenção, bem como a eliminação de possíveis 
criadouros do mosquito. “Nosso trabalho objetiva a diminuição dos focos 
nesses municípios, reduzindo o índice de infestação para menos de 1% nas 
áreas urbana dos municípios”, destacou o secretário adjunto de Estado da 
Defesa Civil de Santa Catarina, Rodrigo Moratelli. Dados atuais mostram 
índices de infestação peloAedes aegypti de até 6,3%.

Nesse primeiro momento, será montado um plano de ação contendo metas e ações 
a serem executadas nos próximos meses, utilizando como base o plano estadual 
de contingência para o enfrentamento da dengue. A ideia é que cada um dos 28 
municípios considerados infestados tenham suas próprias salas de situação, 
que funcionarão integradas com as salas estadual e nacional, utilizando a 
estrutura das Secretarias de Defesa Civil e da Saúde.

Boletim Epidemiológico (atualização em 16/12)

De 1º de janeiro a 15 de dezembro de 2015, foram notificados 10.912 casos de 
dengue em Santa Catarina. Desses, 3.596 (33%) foram confirmados (2.361 por 
critério laboratorial e 1.235 por clínico-epidemiológico), 6.332 (58%) foram 
descartados e 984 (9%) casos suspeitos estão em investigação.

Do total de casos confirmados, 3.273 (91%) são autóctones (transmissão 
dentro do Estado), 263 (7%) são importados (transmissão fora do Estado) e 60 
(2%) estão em investigação para definição do local provável de transmissão. 
Em relação ao boletim anterior (publicado no dia 3 de dezembro), foram 
confirmados mais 3 casos de dengue, todos importados. Em Santa Catarina, até 
o dia 15 de dezembro, foram identificados 6.851 focos doAedes aegypti, 
transmissor da doença, em 114 municípios.

Febre do chikungunya

Até o dia 15 de dezembro, foram notificados 78 casos de febre do 
chikungunya, dos quais três foram confirmados. Desses, dois foram importados 
da Bahia e um caso foi autóctone do município de Itajaí. Em relação ao 
último boletim, divulgado em 3 de dezembro, nenhum caso novo de febre do 
chikungunya foi detectado neste período.

Febre do Zika Vírus

De 20 de outubro, quando a vigilância foi implantada, até 15 de dezembro de 
2015, foram notificados 51 casos suspeitos de Febre do Zika Vírus em Santa 
Catarina. Destes, 8 foram confirmados – todos importados; 23 foram 
descartados; e 20 permanecem em investigação.

Todos os casos confirmados são importados e foram confirmados pelo critério 
clínico-epidemiológico (após diagnóstico diferencial negativo para dengue, 
sarampo, rubéola e parvovírus). Estes casos foram identificados em Laguna, 
Florianópolis, Bombinhas, Gaspar e Pomerode, e o provável local de infecção 
foram os estados do Maranhão, Bahia, Pará, Paraíba e Sergipe.

Em Santa Catarina, seguindo orientações do Ministério da Saúde, a vigilância 
de Zika Vírus foi implantada em unidades sentinelas localizada em cinco 
municípios catarinenses: Chapecó, Florianópolis, Itajaí, Joinville e São 
Miguel do Oeste. Essas unidades sentinelas têm como características 
essenciais o atendimento de parcela representativa da população, ser um 
serviço de pronto-atendimento, possuir boa articulação com a vigilância 
epidemiológica e capacidade para coletar, processar, armazenar e encaminhar 
amostras laboratoriais.Além da Vigilância sentinela, a Dive/SC também 
monitora casos suspeitos de Zika vírus oriundo de outros estados 
(importados), com o objetivo de desencadear ações oportunas de controle 
vetorial.

Orientações para evitar a proliferação do Aedes aegypti:

Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usar, coloque areia até a borda;

Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo

Mantenha lixeiras tampadas

Deixe os depósitos para guardar água sempre vedados, sem qualquer abertura, 
principalmente as caixas d’água

Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água

Trate a água da piscina com cloro e limpe uma vez por semana

Mantenha ralos fechados e desentupidos

Lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez 
por semana

Retire a água acumulada em lajes

Dê descarga no mínimo uma vez por semana em banheiros pouco usados

Mantenha fechada a tampa do vaso sanitário

Evite acumular entulho, pois podem se tornar locais de foco do mosquito da 
dengue

Denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria 
Municipal de Saúde

Caso apresente sintomas de dengue, chikungunya o Zika vírus, procure uma 
unidade de saúde para atendimento
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