Nova pagina 1 Ministério da Saúde realiza mudanças no Calendário de Vacinação

07 Janeiro 2016 18:29:19

Foram alteradas doses de reforço para vacinas infantis contra meningite e 
pneumonia, além do esquema vacinal da poliomielite. Também não será mais 
necessária a terceira dose da vacina de HPV

Os postos de saúde de todo o país já estão com novo calendário de vacinação 
para 2016. Estão sendo alteradas doses de reforço para vacinas infantis 
contra meningite e pneumonia, além do esquema vacinal da poliomielite e o 
número e doses da vacina de HPV, que não será mais necessária a terceira 
dose. As mudanças, realizadas pelo Ministério da Saúde, começaram a valer a 
partir dessa segunda-feira (04).

“Essas mudanças são rotineiras. O Calendário Nacional de Vacinação tem 
mudanças periódicas em função de diferentes contextos. Sempre que temos uma 
mudança na situação epidemiológica, mudanças nas indicações das vacinas ou 
incorporação de novas vacinas, fazemos modificações no calendário”, explicou 
o secretario de Vigilância em Saúde, Antônio Nardi.

Um das principias mudanças é na vacina papiloma vírus humano (HPV). O 
esquema vacinal passa para duas doses, sendo que a menina deve receber a 
segunda seis meses após a primeira, deixando de ser necessária a 
administração da terceira dose. Os estudos recentes mostram que o esquema 
com duas doses apresenta uma resposta de anticorpos em meninas saudáveis de 
9 a 14 anos não inferior quando comparada com a resposta imune de mulheres 
de 15 a 25 anos que receberam três doses. As mulheres vivendo com HIV entre 
de 9 a 26 anos devem continuar recebendo o esquema de três doses.

Para os bebês, a principal diferença será a redução de uma dose na vacina 
pneumocócica 10 valente para pneumonia, que a partir de agora será aplicada 
em duas doses, aos 2 e 4 meses, seguida de reforço preferencialmente aos 12 
meses, mas poderá ser tomado até os 4 anos. Essa recomendação também foi 
tomada em virtude dos estudos mostrarem que o esquema de duas doses mais um 
reforço tem a mesma efetividade do esquema três doses mais um reforço.

PÓLIO – Já a terceira dose da vacina contra poliomielite, administrada aos 
seis meses, deixa de ser oral e passa a ser injetável. A mudança é uma nova 
etapa para o uso exclusivo da vacina inativada (injetável) na prevenção 
contra a paralisia infantil, tendo em vista a proximidade da erradicação 
mundial da doença. No Brasil, o último caso foi em 1989.

A partir de agora, a criança recebe as três primeiras doses do esquema – aos 
dois, quatro e seis meses de vida – com a vacina inativada poliomielite 
(VIP), de forma injetável. Já a vacina oral poliomielite (VOP) continua 
sendo administrada como reforço aos 15 meses, quatro anos e anualmente 
durante a campanha nacional, para crianças de um a quatro anos.

Também haverá mudança da vacina meningocócica C (conjugada), que protege as 
crianças contra meningite causada pelo meningococo C. O reforço, que 
anteriormente era aplicado aos 15 meses, passa a ser aplicado aos 12 meses, 
preferencialmente, podendo ser feito até os 4 anos. As primeiras doses da 
meningocócica continuam sendo realizadas aos 3 e 5 meses.

VACINAS – Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) distribui 
cerca de 300 milhões de imunobiológicos anualmente, dentre vacinas e soros, 
além de oferecer à população todas as vacinas recomendadas pela Organização 
Mundial da Saúde (OMS) no Calendário Nacional de Vacinação.

É importante destacar que, nos últimos cinco anos, o orçamento do PNI 
cresceu mais de 140%, passando de R$ 1,2 bilhão, em 2010, para R$ 2,9 
bilhões, em 2015. Além disso, os contratos do Ministério da Saúde com os 
laboratórios produtores de vacinas estão em andamento e os pagamentos em 
dia.
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