Seminário Regional Fosfoetanolamina - Relato do palestrante leva o público às lágrimas

05 Maio 2016 16:31:21

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Foto: João Pedro de Oliveira Gislon
Com o microfone, o palestrante Carlos Kennedy

Por: Aurio Gislon, Jornalista

O Seminário Regional Fosfoetanolamina, Tratamento para o Câncer, realizado em Rio do Sul, nesta quarta-feira 4, foi um sucesso e as entidades promotoras e apoiadoras estão de parabéns! O público e a riqueza de conteúdo superaram as expectativas.

Importantíssimas as falas da deputada Ana Paula Lima, do Advogado Rodrigo Lobato e de quem apresentou argumentos e fez perguntas, contribuindo ao debate. Magnifica a contribuição do palestrante.

O palestrante Carlos Kennedy Witthoeft, natural de Pomerode, representante comercial, tornou-se químico prático a partir de 2007, quando descobriu que sua mãe estava com câncer.  Após pesquisar possibilidades de tratamento descobriu a Fosfoetanolamina e entrou em contato com o Dr. Gilberto Chierice, coordenador da pesquisa elaborada pela USP de São Carlos (SP).

Por quatro meses Carlos esteve entre idas e voltas a São Paulo para aprender a manipular a substância com a equipe do Dr. Gilberto Chierice e do químico Salvador Neto. O restabelecimento completo de sua mãe, há época com 82 anos, despertou o interesse de outras pessoas que começaram a procurá-lo pela possibilidade de adquirir a Fosfo, como é conhecida popularmente.

Carlos ajudou muita gente. Após o trabalho, ele se dedicava à fabricação da Fosfo até altas horas da madrugada. Distribuiu a “pílula do câncer” por vários anos até que, infelizmente, uma denúncia anônima o levou para a prisão.

Em junho de 2015, Carlos ficou preso por 17 dias. A polícia e a vigilância sanitária levaram as pílulas, todo maquinário e matéria prima que ele usava para ajudar na cura das pessoas. Inúmeros os relatos de cura total do câncer, com relativa rapidez e, principalmente, com a melhoria substancial da qualidade de vida.

A esposa do Carlos teve um AVC no dia que ele saiu da cadeia, tamanha a pressão. No dia 31 de julho o único filho do casal, Thiago, completou 27 anos. E aos 11 minutos do dia primeiro de agosto, a esposa veio a óbito. Carlos, emocionado e chorando, fez esse relato, dedicou o evento em Rio do Sul em homenagem a ela e a todas as mães, pelo próximo domingo, Dia das Mães. Poucos dos que estavam presentes não derramaram lágrimas.

“A Fosfoetanolamina foi criada por Deus. Existe naturalmente em nosso corpo e está muito presente no leite materno. O que o Dr. Gilberto fez foi sintetizá-la. A pessoa toma a Fosfo. Ela circula todo o organismo, conduzida pelo ácido graxo. Sinaliza as células doentes e o sistema imunológico vem e destrói somente essas células”, resumiu como o substância age no organismo, destruindo os tumores.

Quem tem câncer, não pode esperar - Fosfoetanolamina já!

A presidenta Dilma Rousseff sancionou, sem vetos, a lei aprovada pelo Congresso Nacional que libera a Fosfoetanolamina a pessoas com laudo médico de que estão com a doença. Além do laudo, é necessário que o paciente assine Termo de Responsabilidade. É uma lei provisória, porque o Governo Federal liberou R$ 10 milhões para a conclusão da pesquisa e, após, o registro na Anvisa. A primeira etapa já foi concluída e apontou que o composto não é tóxico.

O problema está na cúpula da Anvisa, que parece fazer o jogo da indústria farmacêutica, que não quer a cura das doenças, mas a cronicidade delas, para cada vez mais criar dependência e gerar lucros. Outro entrave é o Supremo Tribunal Federal (STF), que não acelera o processo. Enquanto isso, pessoas com câncer estão morrendo! Algo desumano e inaceitável!

Eu sugeri ao advogado Rodrigo Lobato que as pessoas entrem também com ações coletivas. Ele disse que pode ser feito via Ministério Público.

Sugeri à deputada Ana Paula uma ação política dos parlamentares, apoiada por uma forte ação de mobilização popular, para pressionar a Anvisa e o STF para agilizarem esse processo, porque quem tem câncer, tem pressa. A parlamentar informou durante o Seminário que ainda nesta semana vai se reunir com o governador, Raimundo Colombo, para tratar do assunto e ver da possibilidade de se produzir a Fosfoetanolamina em Santa Catarina. A deputada ainda informou que morrem por ano cerca de sete mil pessoas de câncer no Estado.

Seu Alcides Nazari, residente no Bom Fim, em Rio do Sul, durante o Seminário Regional Fosfoetanolamina, relatou-me que seu neto de 16 anos veio a óbito há um mês. No ano passado ele tinha conversado comigo sobre a doença do neto e pediu informações sobre a Fosfoetanolamina, depois de ler matéria no Jornal O Riossulense. Alcides tentou a Fosfo, mas não conseguiu. Um medicamento chegou dos Estados Unidos tarde demais: o neto havia morrido há uma semana. Tristeza que se multiplica pelo País e que só muita pressão popular, eventos sobre o assunto e ações conjuntas, parcerias e muito mais, vai mudar essa realidade. Avante!

Parabéns aos organizadores!

Entidades que realizaram o Seminário Regional Fosfoetanolamina – Sindicatos regionais dos trabalhadores Têxteis (SITITEV), Metalúrgicos (STIMMMERS) dos Servidores Municipais (SINSPURS) e Cáritas Diocesana. Apoio do Jornal O Riossulense, da Cooperativa da Agricultura Familiar do Vale do Itajaí (Cooperfavi), da Rádio Difusora e RBA TV.

As entidades já pensam em outras parcerias e aprofundamento da luta pela Fosfoetanolamina, com mais organizações da sociedade civil se incorporando e participando. Parabéns à comissão organizadora, formada por Marilene, Zeli, Zenir, Ivone, Evaldo, Aurio e Felipe!

FOTOS: JOÃO PEDRO DE OLIVEIRA GISLON
Com o microfone, o palestrante Carlos Kennedy
O público enriqueceu o debate com perguntas e considerações

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Foto: João Pedro de Oliveira Gislon
Com o microfone, o palestrante Carlos Kennedy

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Foto: João Pedro de Oliveira Gislon
O público enriqueceu o debate com perguntas e considerações
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